A origem da palavra é o árabe khamlat , nome que se dava aos tecidos
rústicos comercializados em feiras livres e apregoados aos berros pelos
vendedores, os camelôs de séculos atrás. Foi quando se popularizou, na
França, o verbo cameloter, vender quinquilharias, coisas de pouco valor,
na palavra eloqüente e vibrante do camelô, aquele que escolhe lugar
movimentado em via pública - de preferência, com intenso passa-passa -
para anunciar suas mercadorias. É o vendedor ambulante que apregoa
bungigangas a platéias bestificadas. Com seu poder de convencimento,
muitas vezes esses verdadeiros artistas, vitoriosos no ofício, enricam e
viram donos de impérios. Que o diga o magnata Sílvio Santos - que,
entretanto, jamais se esqueceu do apinhado Largo da Carioca. Foi lá que
começou sua fulgurante carreira.