Anos atrás, quando alguém perguntava "Qual é a sua graça?", o outro
respondia dizendo o nome. O costume, porém, caiu em desuso. Experimente
perguntar hoje a alguém, sobretudo jovem, qual é a graça dele. Talvez o
rapaz ou a moça exiba alguma habilidade pessoal como dar uma de
equilibrista, fazer-se de vesgo ou imitar Ademilde Fonseca cantando, em
altíssima velocidade, a letra de Brasileirinho, a música adotada na
coreografia de nossa campeã de ginástica Dayane dos Santos. Em tempos
idos e vividos, a palavra graça significava nome na imposição do
sacramento do batismo, que, segundo os católicos, cristianiza a pessoa
concedendo-lhe a graça divina. Com ela, viria o próprio nome. Uma graça.
(Márcio Cotrim, colunista do Correio Brasiliense)
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