Os primeiros estabelecimentos a vender comida para o público surgiram
muito antes de Cristo; as tabernas da Fenícia ou de Roma certamente
ofereciam alguma coisa para seus clientes mastigarem junto com o vinho e
a cerveja de cevada, as duas bebidas mais populares da Antiguidade.
Depois foram as estalagens, distribuídas às margens das estradas, que
passaram a fornecer aos viajantes, cansados e famintos, um quarto
aquecido e uma ceia farta. Pouco a pouco, porém, a vida das grandes
cidades fez surgir um tipo novo de estabelecimento, o restaurante, onde
o cliente podia sentar e tomar uma refeição completa, com pratos à sua
escolha. Como não podia deixar de ser, os primeiros restaurantes
nasceram na França, que até hoje é a pátria indiscutível da alta
cozinha; por isso mesmo, além do próprio nome restaurante, a maioria dos
vocábulos ligados ao ramo também vieram do francês, como vamos ver.
Menu: Vem do francês menu, que foi buscá-lo no latim minutus, "pequeno". Sua tradução literal seria miúdo (no espanhol, quem diria, fica menudo!). Usado inicialmente com o sentido de "detalhe, miudeza", passou a ser empregado, no séc. 18, para designar a relação detalhada e minuciosa dos pratos que compunham uma refeição e, por extensão, a própria folha de papel em que esta lista estava escrita.
Por analogia com o menu dos restaurantes, a linguagem da computação, a partir dos anos 70, incorporou o termo para designar a lista de opções de um programa. Como veio do francês, o movimento dos puristas do idioma, no início do séc. 20, propôs, para substituí-lo, a forma cardápio, que pode ser usada como sinônimo quando nos referirmos a refeições.