ORIGEM DAS PALAVRAS MENU/CARDÁPIO

Prof. Cláudio Moreno


Os primeiros estabelecimentos a vender comida para o público surgiram muito antes de Cristo; as tabernas da Fenícia ou de Roma certamente ofereciam alguma coisa para seus clientes mastigarem junto com o vinho e a cerveja de cevada, as duas bebidas mais populares da Antiguidade. Depois foram as estalagens, distribuídas às margens das estradas, que passaram a fornecer aos viajantes, cansados e famintos, um quarto aquecido e uma ceia farta. Pouco a pouco, porém, a vida das grandes cidades fez surgir um tipo novo de estabelecimento, o restaurante, onde o cliente podia sentar e tomar uma refeição completa, com pratos à sua escolha. Como não podia deixar de ser, os primeiros restaurantes nasceram na França, que até hoje é a pátria indiscutível da alta cozinha; por isso mesmo, além do próprio nome restaurante, a maioria dos vocábulos ligados ao ramo também vieram do francês, como vamos ver.

Menu: Vem do francês menu, que foi buscá-lo no latim minutus, "pequeno". Sua tradução literal seria miúdo (no espanhol, quem diria, fica menudo!). Usado inicialmente com o sentido de "detalhe, miudeza", passou a ser empregado, no séc. 18, para designar a relação detalhada e minuciosa dos pratos que compunham uma refeição e, por extensão, a própria folha de papel em que esta lista estava escrita.

Por analogia com o menu dos restaurantes, a linguagem da computação, a partir dos anos 70, incorporou o termo para designar a lista de opções de um programa. Como veio do francês, o movimento dos puristas do idioma, no início do séc. 20, propôs, para substituí-lo, a forma cardápio, que pode ser usada como sinônimo quando nos referirmos a refeições.


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