A palavra vem do grego khímaira, cabra de pouca idade, habitualmente
imolada antes de algum combate. Na Mitologia, um monstro com cabeça de
leão, corpo de cabra, e cauda de dragão, que lançava fogo pelas narinas,
mencionado no canto V I, versos 181 e 182 da Ilíada de Homero. Era
também nome de montanha da Lícia, na Grécia, onde supostamente se
localizava a horrenda criatura. Segundo Lucrécio, "a quimera na frente
era um leão; no meio, uma cabra e atrás uma cobra, porque o homem, na
juventude, é selvagem como o leão; no meio da vida tem a agudeza de
vista como a cabra; e, no fim, enrosca-se como uma cobra".
Por extensão, quimeraé produto da imaginação, sem fundamento real. É fantasia, sonho, esperança ou projeto absurdo, geralmente irrealizável, utopia.
Em nossos dias, o sentido continua o mesmo: a busca de um ideal, motivação que impulsiona o ser humano em sua trajetória existencial. Só que, às vezes, em vez da realização do sonho vem a frustração - que, afinal, faz parte da vida. Ao frustrado só resta sair para outra enquanto se lamenta, para seus botões: "Vã quimera, douda ilusão"...